Faço o que quero 🌊⛵
Uma forma contraintuitiva de alcançar objetivos.
Tempo de leitura: 4 minutos e 31 segundos
Temas principais: fazendo mais do que quero alcançar, comunicação assíncrona no trabalho, por trás das inconveniências.
⛵ Veleiro
Reflexões e dicas práticas
Eis umas das lições mais importantes que aprendi nos últimos anos: para alcançar certos objetivos, preciso fazer mais o que desejo que façam por mim.
Se quero que mais pessoas leiam meus textos, preciso ler os textos de mais pessoas.
Se quero que mais pessoas engajem com meu conteúdo, preciso engajar com o conteúdo de mais pessoas.
Se quero que mais pessoas recomendem meu trabalho, preciso recomendar o trabalho de mais pessoas.
O que estou buscando NÃO É reciprocidade – ler só para ser lido, engajar só para receber engajamento, recomendar só para ser recomendado.
Meu foco é lembrar que não sou o centro do universo.
Existem outras pessoas escrevendo textos que merecem ser lidos, criando conteúdo que merece engajamento, fazendo trabalho que merece ser recomendado.
Reconhecer isso coloca meu ego no seu lugar e renova minha energia criativa, dois pré-requisitos para eu poder navegar na direção dos meus objetivos com mais confiança, leveza e prazer.
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🧭 Bússola
Respostas para perguntas enviadas por leitores
“Diego, eu tô numa super crise existencial com comunicação escrita em ambiente de trabalho remoto e com comunicação assíncrona.
Sempre tenho medo de soar robótica e impessoal. Então, acabo escrevendo um textão pra algo que poderia ser resumido em uma linha.
Como ser mais objetiva e clara e, ainda assim, manter um tom pessoal e cuidadoso?”
Esse desafio que você mencionou revela a complexidade da comunicação escrita.
Textos curtos demais correm o risco de soar frios e textos longos demais correm o risco de soar como encheção de linguiça.
A forma como a gente escreve dita o tom das nossas mensagens e como as pessoas vão recebê-las. Se não sabemos escolher e organizar palavras de forma intencional, nossa comunicação pode parecer robótica ou prolixa, e isso tem impacto direto na nossa reputação profissional.
Esse tom pessoal e cuidadoso que você deseja trazer para interações assíncronas com colegas de trabalho é resultado do uso de certos padrões de linguagem, que sinalizam para outras pessoas como elas devem interpretar o que você escreveu. Mas seu foco não deve estar apenas na mensagem que você deseja compartilhar.
Quando estamos em um restaurante, se seguirmos a lógica de resumir o que precisamos dizer com o mínimo de palavras possível, podemos falar para o garçon apenas “conta”. A mensagem estaria completa, mas soaria como um comando arrogante.
Por isso, proponho com a escrita essencialista o seguinte critério:
Um texto precisa ter o mínimo de palavras possível, mas sempre considerando que informações são indispensáveis para que a mensagem tenha o impacto desejado no leitor.
Precisamos considerar que sinais podemos combinar com a mensagem principal para que ela soe como a gente gostaria. Abaixo, algumas orientações gerais:
Em certos contextos, objetividade não é a qualidade mais importante na comunicação. Nesses casos, não recomendo começar mensagens indo direto ao assunto. Mencionar algo específico sobre a pessoa ou a última mensagem dela, por exemplo, não ocupa muito espaço e dá um tom mais amigável para a comunicação.
Monique, mencionar o nome da pessoa com quem você está falando é outra forma de criar um senso de proximidade em interações assíncronas. Isso sinaliza que você escreveu pensando especificamente em quem receberia a mensagem.
Na correria do dia a dia, nosso impulso é responder da forma mais rápida e direta possível. A mensagem chega, mas pode causar uma má impressão. Investir tempo e energia em filtrar, organizar e refinar seus pensamentos demonstra respeito por quem vai ler suas mensagens.
Lembre que suas palavras são embaixadoras da sua inteligência e personalidade. Melhorar sua comunicação é diminuir a distância entre quem você é e como você escreve.
Quer me mandar uma pergunta? Basta responder esta mensagem.
🌊 Ondas
Indicações e referências
Vale a pena tirar alguns minutos para contemplar esta reflexão que o Seth Godin compartilhou na sua newsletter (tradução minha do original em inglês):
“O que você precisa, o caminho a ser seguido, o elemento que transformará seu projeto – parece inconveniente.
Isso é ótimo porque significa que a maioria das pessoas não vai se dar ao trabalho de buscar por ele. Esse elemento é valioso porque a própria inconveniência dele o torna escasso.
As coisas que importam são quase sempre inconvenientes. Se não forem, você pode estar enganado sobre o que realmente importa.”
Que inconveniência você vem evitando, mas que enfrentar pode ser o diferencial que você precisa para se destacar no seu mercado?
Como você pode começar a lidar com tal inconveniência hoje, de uma forma simples e eficaz?
Até semana que vem.
Abs, Diego
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"Meu foco é lembrar que não sou o centro do universo." 💛💛💛💛
que aula! 👏
achei a bússola desta edição especialmente boa!